tomei a decisão de tirar todo este peso dos meu ombros. o peso daquilo que durante todos estes anos guardei apenas para mim. guardei no mais íntimo pensamento que alguém pode ter. já comecei a pensar na forma e no conteúdo que deve ou não constar nesta abertura de livro(com todas as páginas rasgadas) coladas novamente na nossa história. são coisas más. eu fiz mal. eu fiz mal à única pessoa que não deveria ter feito mal. mas mal fazemos a todos. todas as pessoas são más para alguém um dia, umas para benefício próprio, outras para magoar, ferir, ou apenas porque sim, porque não pensam e porque são ingénuas(este foi o meu caso). atenção, foi a única coisa(simples) que eu pedi. tudo foi porque não me deste algo que já tinhas dito que nunca darias, mas que afinal até deste. então onde é que paira a desculpa disto tudo? no dia em que assumi que isso que disseste que não darias nunca, mas que afinal deste, seria recorrente e para sempre. agora há que viver as consequências. as minhas últimas palavras para ti, ficarão nessa leitura de páginas rasgadas, mas as tuas últimas três palavras para mim, não obrigada, não quero ouvir.